A escolha do tipo de braço no cultivador influencia diretamente a eficiência da operação, a potência necessária e o resultado no solo. Os mais comuns são os braços chisel e os braços de dupla espiral, cada um indicado para diferentes objetivos agrícolas.
Braços chisel: descompactação profunda e arejamento
Os braços chisel têm um design reto e robusto, permitindo trabalhar em profundidades entre 18 e 40 cm para descompactação e arejamento do solo.
Podem operar a velocidades superiores a 7 km/h, aumentando a produtividade, mas exigem elevada potência, cerca de 30 CV por metro de largura de trabalho a 18–20 cm. O controlo de infestantes é limitado, mas são essenciais para melhorar a estrutura do solo.
Braços de dupla espiral: mobilização superficial e preparação da sementeira
Os braços de dupla espiral apresentam um design helicoidal, proporcionando boa penetração e mistura uniforme do solo. São recomendados para solos friáveis e para a preparação do leito de sementeira.
Trabalham a menor profundidade, quebrando torrões e controlando infestantes conforme as rejas utilizadas. Para melhores resultados, devem ser usados superficialmente.
Que tipo de braço escolher para mobilizar o solo?
A escolha entre braços chisel e braços de dupla espiral depende do objetivo da operação agrícola.
- Os braços chisel são a melhor opção para a descompactação profunda e exigem maior potência.
- Os braços de dupla espiral são mais indicados para a mobilização superficial do solo e o controlo de infestantes.
O conhecimento destas diferenças permite selecionar o implemento mais adequado e otimizar o desempenho, a eficiência e o consumo energético nas operações agrícolas.